R$ 800,00 Por/Aluno

Informações do Curso

O treinamento de PCR, Arritmias e Choque Pediátrico é o pilar crítico da
Trilha Pediátrica TOTEMAX, desenhado para transformar a resposta de
emergência em uma execução de alta performance.
Diferente dos adultos, a parada cardiorrespiratória (PCR) na pediatria
raramente é um evento súbito de origem cardíaca; em mais de 80% dos casos,
ela é o desfecho final de uma deterioração progressiva por insuficiência
respiratória ou choque não reconhecidos. Dominar a identificação precoce e o
manejo agressivo dessas condições não é apenas uma competência desejável,
mas uma obrigação ética para quem atua na linha de frente, garantindo que a
intervenção ocorra antes que a cascata de hipóxia se torne irreversível.
A importância deste treinamento é corroborada por dados
epidemiológicos alarmantes: enquanto a sobrevida em PCR intra-hospitalar
pediátrica aumentou para cerca de 36% a 40% nas últimas décadas devido à

padronização de protocolos como o PALS, a sobrevida em eventos extra-
hospitalares permanece estagnada em torno de 8% a 11%. Além disso, o choque

séptico continua sendo uma das principais causas de mortalidade infantil global,
onde cada hora de atraso na administração de fluidos e antibióticos aumenta a
mortalidade de forma exponencial.
Este curso é obrigatório porque a literatura científica demonstra
categoricamente que a RCP de alta qualidade e o reconhecimento rápido de
ritmos chocáveis e estados de choque são os únicos fatores capazes de alterar
o prognóstico neurológico e a sobrevida a longo prazo desses pacientes


DURAÇÃO: 8 horas
NÚMERO DE ALUNOS POR TURMA: 8 alunos
PUBLICO ALVO: médicos, estudantes de medicina, enfermeiros,
estudantes de enfermagem, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas,
estudantes de fisioterapia

BASE TEÓRICA

Fundamentos básicos da Ventilação Mecânica Pediátrica

– Definições e início
– Complacência
– Resistência
– Constante de Tempo
– Indicações de Início
– Falência respiratória hipoxêmica (baixa oxigenação) ou
hipercápnica (retenção de CO2).
– Fadiga excessiva da musculatura respiratória.
– Proteção de via aérea em pacientes com rebaixamento do
nível de consciência (Glasgow < 8).

1. Modos Ventilatórios e Parâmetros Iniciais

a) Parâmetro Descrição Técnica Valor Sugerido (Inicial)
Volume Corrente (Vt)

PEE:P Pressão ao final da expiração
Freq. Resp. (f)
Tempo Insp. (Ti)
FiO2

b) Modos Principais
PCV (Pressão Controlada
VCV (Volume Controlado
PSV (Pressão de Suporte

2. Estratégias por Patologia (O Diferencial Técnico)

a) Doenças Obstrutivas (Asma e Bronquiolite)
Risco: Auto-PEEP (aprisionamento de ar).
Estratégia: Tempo expiratório prolongado e
frequências respiratórias menores.

b) Doenças Restritivas (Pneumonia e SARA)
Risco: Barotrauma (lesão por pressão).
Estratégia: Volumes correntes baixos (6 mL/kg) e
PEEP mais elevada para recrutamento alveolar.

3. Monitorização e Resolução de Problemas (DOPE)

D (Deslocamento): O tubo saiu ou foi para o brônquio
direito?
O (Obstrução): Rolha de secreção ou dobra no tubo?
P (Pneumotórax): Houve ruptura alveolar por pressão?\E
E (Equipamento): O ventilador falhou ou acabou o oxigênio?

4. Atuação Prática e Cenários de Simulação

  • Configurar o ventilador do zero para um caso de bronquiolite
    grave.
  • Interpretar alarmes e ajustar parâmetros para corrigir uma
    acidose respiratória.
  • Manejar a dessaturação súbita em um paciente ventilado aplicação do DOPE).
 

ATUAÇÃO PRÁTICA

A Atuação Prática: “O Paciente Entubou, e Agora?”

A atuação do aluno no VENTILAPED é 100% ativa. O foco não é a fisiopatologia complexa, mas a operação segura do equipamento. O aluno aprende a tirar o ventilador da inércia e transformá-lo em um suporte de vida eficaz em minutos.
A jornada prática começa com a montagem e o teste do circuito. O aluno aprende a “conversar” com a máquina: ligar, realizar os testes de segurança, escolher o modo ventilatório (Pressão ou Volume) e inserir os primeiros parâmetros baseados no peso ideal da criança. “Nosso aluno sai do curso sabendo exatamente quais botões apertar para garantir que
a criança respire com segurança até chegar à UTI”.

Os Cenários de Atuação (A Emergência Real)

Os cenários são focados nas patologias que mais matam ou
complicam no pronto-socorro. Utilizamos simuladores que permitem ao aluno ver, em tempo real, o impacto de cada ajuste no monitor.

– Exemplos:
1) Cenário de Estabilização Pós-Intubação:

O Desafio: O tubo acabou de ser passado. O paciente está
instável.

A Ação: O aluno deve montar o ventilador, definir a PEEP, o
Volume/Pressão e a Frequência iniciais. É o treinamento do
“primeiro minuto” ventilatório.

2) Cenário de Doença Obstrutiva (Asma Grave/Bronquiolite):

O Desafio: O ventilador começa a apitar “Pressão Alta” e o paciente está retendo ar (Auto-PEEP). 

A Ação: O aluno aprende a ajustar o tempo expiratório e a frequência para permitir que o ar saia, evitando que o pulmão sofra uma lesão por excesso de pressão.

3) Cenário de Doença Restritiva (Pneumonia/SARA):

O Desafio: O pulmão está “rígido” e a oxigenação não sobe.

A Ação: Treinamento de Ventilação Protetora. O aluno aprende
a recrutar o pulmão com PEEP adequada sem causar
barotrauma.

O Debriefing: Reflexão para a Excelência

O Debriefing no VENTILAPED é o momento em que o “clique” do aprendizado acontece. Após cada cenário, o instrutor utiliza uma abordagem baseada em evidências para analisar a performance.

– Análise de Curvas: O instrutor mostra no monitor o que
aconteceu com o pulmão do manequim quando o aluno
mudou um parâmetro.

– Segurança Psicológica: O erro cometido no cenário é
transformado em uma lição valiosa. O aluno entende o
“porquê” de cada ajuste.

– Foco na Decisão: Discutimos a velocidade de resposta e a
precisão na escolha dos parâmetros. O comercial pode
reforçar: “O debriefing garante que o aluno não apenas
decore valores, mas entenda a lógica da ventilação”.

Materiais e Tecnologias Utilizadas

Manequins de Alta Fidelidade: Equipados com sensores que simulam resposta fisiológica, permitindo a prática de técnicas avançadas de intubação.
Capnografia e Monitores Multiparamétricos: Para análise técnica de cada compressão.
Kits de SRI: Drogas simuladas (etomidato, cetamina, rocurônio). Kit se via aérea dificil
Dispositivos Supraglóticos: Máscaras laríngeas de diversos tamanhos.

 

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