R$1000,00 Por/Aluno

Informações do Curso

Introdução ao PROCPED: Dominando a Prática em Emergências Pediátricas

O curso PROCPED: Procedimentos em Emergência Pediátrica é o pilar mais prático e imersivo da Trilha Pediátrica TOTEMAX, desenhado para capacitar profissionais de saúde a atuar com excelência e segurança em situações críticas. Em um cenário onde a agilidade e a precisão técnica são decisivas, este treinamento oferece a oportunidade única de dominar
procedimentos invasivos essenciais, como o acesso intraósseo, o acesso venoso central (com e sem ultrassom) e a punção e drenagem de tórax em pacientes pediátricos. 

A complexidade e a fragilidade do paciente pediátrico exigem um nível de habilidade e confiança que só pode ser alcançado através de prática deliberada e feedback construtivo, pilares fundamentais deste curso. A importância de um domínio técnico impecável em emergências pediátricas é inquestionável. Estatísticas epidemiológicas demonstram que a
falha ou o atraso na realização de procedimentos críticos, como o estabelecimento de um acesso vascular seguro, podem impactar diretamente a morbimortalidade infantil. Por exemplo, em casos de parada cardiorrespiratória pediátrica, a obtenção de um acesso vascular rápido é crucial para a administração de medicações que podem salvar vidas. A American Heart Association (AHA) e o Pediatric Advanced Life Support (PALS) enfatizam a via intraóssea como a alternativa preferencial quando o acesso venoso periférico não é rapidamente estabelecido em situações de emergência, ressaltando a necessidade de proficiência nesta técnica.

Ao participar do PROCPED, você não apenas aprenderá as técnicas corretas, mas também desenvolverá a confiança e a resiliência necessárias para aplicá-las sob pressão. Com cenários realísticos, equipamentos de ponta e um debriefing aprofundado, a TOTEMAX garante que você sairá deste curso não apenas com conhecimento, mas com a maestria prática para enfrentar os desafios mais complexos da sala de emergência pediátrica, transformando o conhecimento em ação decisiva e salvadora.


DURAÇÃO: 8 horas
NÚMERO DE ALUNOS POR TURMA: 8 alunos
PUBLICO ALVO: médicos, estudantes de medicina, enfermeiros,
estudantes de enfermagem, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas,
estudantes de fisioterapia

BASE TEÓRICA

Acesso Intraósseo na Pediatria

O acesso intraósseo (IO) é uma via de emergência vital para a administração de fluidos, medicamentos e hemoderivados em pacientes pediátricos quando o acesso venoso periférico é inviável ou demorado. Sua rapidez e alta taxa de sucesso o tornam indispensável em situações de choque, parada cardiorrespiratória e outras emergências críticas.

  • Indicações Clínicas: Qualquer emergência pediátrica onde o acesso venoso periférico não possa ser estabelecido em 90 segundos ou após
    duas tentativas.
    ○ PCR; Choque refratário ao acesso venoso periférico; Estado de mal epiléptico refratário; Queimaduras extensas; Trauma grave com necessidade de acesso vascular rápido, entre outros;
  • Materiais Específicos: Dispositivo de acesso intraósseo (manual, semiautomático ou automático, como EZ-IO, BIG, FAST-1);
  • Técnica Correta: preparação de materiais e pessoal; posicionar o paciente; identificar o local de inserção; antissepsia rigorosa, técnica de inserção, confirmação; fixação e manutenção;
  • Resultado Esperado: Estabelecimento rápido e seguro de uma via vascular para administração de fluidos e medicamentos, com fluxo adequado;
  • Complicações Possíveis: extravasamento de fluidos para tecidos moles (mais comum), fratura óssea, infecção local, lesão da placa epifisária; embolia gordurosa;
 

Acesso Venoso Central (com e sem ultrassom) na Pediatria

O acesso venoso central (CVC) é indicado para infusão de substâncias irritantes, monitorização hemodinâmica, falha de acesso periférico prolongado ou em situações onde grandes volumes e altas taxas de infusão são necessários. O uso do ultrassom aumenta significativamente a segurança e a taxa de sucesso do procedimento.

  • Indicações Clínicas:

○ Necessidade de infusão de drogas vasoativas ou soluções
hiperosmolares;
○ Monitorização hemodinâmica invasiva (pressão venosa central);
○ Acesso venoso periférico inviável ou esgotado;
○ Nutrição parenteral total;
○ Hemodiálise ou terapias de substituição renal;
○ Coleta frequente de amostras sanguíneas;

  • Materiais Específicos: Kit de cateter venoso central (cateter de lúmen único, duplo ou triplo, fio-guia, dilatador, agulha introdutora);
    ○ Aparelho de ultrassom com transdutor linear e gel estéril (para técnica guiada por ultrassom);
  • Técnica Correta de Identificação do Vaso:
    ○ Sem Ultrassom: Identificar marcos anatômicos;
    ○ Com Ultrassom: Visualizar o vaso em tempo real, identificar sua patência e relação com estruturas adjacentes;
  • Punção: técnica de seldinger: o que é? Como fazer?;
    ○ Fixação e Confirmação;
    ○ Resultado Esperado;
    ○ Complicações Possíveis:
    ○ Mecânicas, Infecciosas, Trombóticas;
 

Punção e Drenagem de Tórax na Pediatria
A punção e drenagem de tórax são procedimentos salvadores de vida em emergências pediátricas, indicados para aliviar condições que comprometem a ventilação e oxigenação, como pneumotórax hipertensivo, hemotórax e derrames pleurais volumosos.

  • Indicações Clínicas

○ Pneumotórax Hipertensivo: Descompressão imediata;
○ Pneumotórax Simples: Drenagem de ar;
○ Hemotórax: Drenagem de sangue após trauma torácico;
○ Derrame Pleural Volumoso: Drenagem de líquido (exsudato, transudato, quilo);
○ Empiema Pleural: Drenagem de pus;

  • Materiais Específicos:
    ○ Luvas, campos e avental estéreis, antisséptico; Anestésico local (lidocaína 1% ou 2%); Seringas, agulhas, lâmina de bisturi (no 10 ou 11); Pinça Kelly ou Halsted; Fios de sutura (seda 2-0 ou 3-0), agulha curva, Curativo oclusivo;
    ○ Dreno torácico (tamanho pediátrico apropriado);
    ○ Sistema de drenagem torácica com selo d’água e/ou aspiração;
  • Técnica Correta:
    ○ Preparação: Posicionar o paciente;
    ○ Anestesia;
    ○ Local de Inserção: onde colocar o dreno?;
    ○ Incisão e Dissecção: como fazer o procedimento?;
    ○ Conexão e Fixação: qual ténica correta? Selo dagua?;
  • Confirmação: ausculta, radiografia de tórax?;
  • Resultado Esperado;
  • Complicações
    ○ Mecânicas: Lesão pulmonar, lesão diafragmática, lesão de órgãos abdominais (fígado, baço), lesão de vasos intercostais, lesão nervosa, inserção subcutânea do dreno;
    ○ Infecciosas: como prevenir com a técnica correta?;
    ○ Outras: Dor, sangramento, edema pulmonar de reexpansão (rara);
 

ATUAÇÃO PRÁTICA

O PROCPED é o ápice da prática na Trilha Pediátrica, transformando o conhecimento teórico em habilidade concreta. Nossos cenários de simulação realística são meticulosamente desenhados para replicar a intensidade e a imprevisibilidade da sala de emergência pediátrica, permitindo que o aluno atue como protagonista em situações que exigem decisões rápidas e execução técnica precisa.

A experiência prática do aluno no PROCPED é imersiva e desafiadora. Cada participante terá a oportunidade de realizar os procedimentos em manequins de alta fidelidade e simuladores avançados, sob a supervisão atenta de instrutores experientes. O foco é a repetição e o aprimoramento da técnica, desde a preparação do material e do paciente até a execução do procedimento e o manejo de possíveis intercorrências. A segurança do ambiente simulado
permite a experimentação e o aprendizado com os erros, sem risco para o paciente real.

Exemplos de Cenários Práticos:

  • Cenário 1: Lactente de 6 meses em parada cardiorrespiratória por choque
    séptico, com falha de duas tentativas de acesso venoso periférico.
    Atuação: O aluno deve identificar a necessidade do acesso IO, escolher
    o local de inserção, preparar o material e realizar a inserção do dispositivo
    IO de forma rápida e eficaz, administrando as medicações de reanimação.
  • Cenário 2: Criança de 3 anos com choque refratário e necessidade de
    infusão contínua de drogas vasoativas, sem acesso periférico adequado.
    Atuação: O aluno deve identificar a indicação de CVC, preparar o campo
    estéril, e realizar a punção da veia jugular interna ou subclávia, utilizando
    ou não o ultrassom para guiar a punção e inserir o cateter central
  • Cenário 3: Adolescente de 14 anos vítima de trauma torácico fechado,
    apresentando dispneia progressiva, desvio de traqueia e murmúrio
    vesicular abolido à direita, sugerindo pneumotórax hipertensivo.
    Atuação: O aluno deve reconhecer os sinais de pneumotórax
    hipertensivo, realizar a descompressão imediata por punção de alívio e,
    posteriormente, a inserção do dreno torácico, conectando-o ao sistema
    de drenagem.
 

O Debriefing: O Momento da Transformação
No TOTEMAX, o debriefing é a pedra angular do aprendizado. Após cada cenário prático, a equipe de instrutores conduz uma sessão estruturada e reflexiva, onde o aluno e seus pares analisam o desempenho, as decisões tomadas e as técnicas empregadas. Este processo não se limita a apontar erros, mas a compreender o “porquê” por trás das ações, explorando o raciocínio clínico, a comunicação da equipe e a gestão de recursos.

É no debriefing que a experiência se transforma em conhecimento duradouro. Através de perguntas abertas e feedback construtivo, os participantes são encorajados a identificar pontos fortes e áreas de melhoria, consolidando o aprendizado e desenvolvendo a capacidade de autoavaliação crítica. Este momento de reflexão guiada é essencial para a internalização das melhores práticas e para o desenvolvimento de um profissional mais seguro, competente e consciente de suas habilidades e limitações.

Materiais Utilizados (Infraestrutura de Ponta)

A TOTEMAX investe continuamente em tecnologia de ponta para garantir a mais alta fidelidade e eficácia em seus treinamentos. Para o PROCPED, utilizamos uma infraestrutura que simula com precisão o ambiente de uma sala de emergência pediátrica, proporcionando uma experiência de aprendizado incomparável.

  • Manequins de Alta Fidelidade: Simulam pacientes pediátricos de diversas faixas etárias, com anatomia e fisiologia realistas, permitindo a prática de todos os procedimentos com feedback tátil e visual;
  • Simuladores de Acesso Intraósseo: Dispositivos específicos para treinamento de inserção de IO em diferentes locais anatômicos;
  • Simuladores de Acesso Venoso Central: Modelos que permitem a prática de punção venosa central com e sem guia ultrassonográfico, incluindo a técnica de Seldinger;
  • Simuladores de Punção e Drenagem de Tórax: Modelos que replicam a parede torácica e a cavidade pleural, permitindo a prática de punção de alívio e inserção de dreno torácico;
  • Simuladores Aparelhos de Ultrassom: Equipamentos de última geração para treinamento em punções guiadas por ultrassom;
  • Kits de Procedimentos Completos: Todos os materiais descartáveis e equipamentos necessários para cada procedimento, idênticos aos utilizados na prática clínica real;
  • Equipamentos de Monitorização: Monitores multiparamétricos que simulam os sinais vitais do paciente, integrando-se aos cenários;

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