R$ 800,00 Por/Aluno

Informações do Curso

O curso de Via Aérea e Intubação Pediátrica é o alicerce fundamental da Trilha Pediátrica TOTEMAX, focado na competência mais crítica da medicina de emergência: a manutenção da oxigenação e ventilação. Diferente da população adulta, onde a parada cardiorrespiratória (PCR) costuma ter origem cardíaca súbita, na pediatria a insuficiência respiratória é a causa primária em até 80% dos eventos de PCR.

A obrigatoriedade deste treinamento justifica-se por dados epidemiológicos contundentes: estudos multicêntricos indicam que eventos adversos associados à intubação traqueal pediátrica (como hipoxemia grave e bradicardia) podem ocorrer em 20% a 39% das tentativas quando realizadas fora de ambientes estritamente controlados ou por profissionais sem treinamento específico em pediatria. Além disso, a literatura demonstra que a falha na obtenção da via aérea na primeira tentativa (first-pass success) aumenta exponencialmente o risco de complicações graves e mortalidade. Este módulo capacita o aluno a manejar com segurança desde o suporte básico até a Sequência Rápida de Intubação (SRI) em cenários de bronquiolite, asma e pneumonia, transformando a insegurança técnica em maestria clínica baseada em evidências.

Ao participar deste treinamento, o profissional deixa de atuar de forma reativa e passa a dominar o planejamento antecipado da via aérea difícil pediátrica. Através da simulação realística de alta fidelidade, o aluno é exposto a cenários de estresse controlado, onde a tomada de decisão precisa ser rápida e fundamentada nos protocolos internacionais mais recentes. É a oportunidade
de garantir que, diante de uma falência respiratória iminente, a equipe atue com a precisão necessária para preservar a vida e evitar desfechos neurológicos catastróficos.

DURAÇÃO: 8 horas
NÚMERO DE ALUNOS POR TURMA: 8 alunos

PUBLICO ALVO: médicos, estudantes de medicina, enfermeiros, estudantes de enfermagem, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, estudantes de fisioterapia.

 

ATUAÇÃO PRÁTICA: DO MEDO A MAESTRIA

No curso de Via aérea e intubação pediátrica o aluno não assiste a uma aula; ele assume o plantão. A dinâmica é baseada na Repetição Deliberada. Isso significa que o aluno executa a manobra, recebe feedback imediato e repete até que o movimento seja automático e perfeito.
O aluno aprende que a intubação é apenas o final de um processo. O foco está na preparação e pré-oxigenação. Ele treina o método para a ventilação com bolsa-válvula-máscara (BVM), o posicionamento correto do paciente e a escolha exata do material para cada idade, desde o lactente até o adolescente. “Nosso aluno não apenas ‘passa o tubo’, ele gerencia a via aérea com plano A, B e C”.
O foco está na performance de equipe. Treinamos o profissional de saúde para liderarem o “caos organizado”, onde cada segundo conta para salvar o miocárdio e o cérebro da criança.

OS CENÁRIOS DE ATUAÇÃO

Onde o aprendizado acontece

Os cenários são desenhados para serem progressivos. Utilizamos manequins de alta fidelidade que respondem em tempo real às intervenções do aluno. Na TOTEMAX temos leitos hospitalares que simulam ambientes e cenários reais hospitalares, com seus dispositivos, mobília, camas hospitalares, matérias médicos, matérias para monitorização, etc, para treinamento adequado de toda equipe.

a) Cenário de Bronquiolite e Asma Grave:
§ O Desafio: Um lactente com esforço respiratório extremo e exaustão.
§ A Ação: O aluno deve decidir o momento exato da intervenção, realizar a Sequência Rápida de Intubação (SRI) e manejar o broncoespasmo durante o procedimento. É o treinamento da tomada de decisão sob pressão.

b) Cenário de Pneumonia com Hipoxemia Refratária:

§ O Desafio: Um paciente séptico que dessatura rapidamente ao ser deitado para a intubação.

§ A Ação: Foco em estabilização hemodinâmica pré- procedimento para evitar a parada cardíaca pós- intubação.

 

O DEBRIEFING

O Momento da Transformação

O Debriefing é a parte mais importante do método TOTEMAX de simulação realística. Após cada cenário, o instrutor conduz uma conversa reflexiva. Não é uma crítica, é uma análise de performance.

Foco na atuação em equipe: comunicação em alça fechada, avalia como o líder pediu matérias, as drogas, orientou e como a equipe respondeu.

O resultado: O aluno sai com a sensação de “eu já vivi isso”. Quando ele encontrar esse caso no hospital real, o cérebro dele já terá o caminho mapeado.

BASE TEÓRICA

Fundamentos básicos da Ventilação Mecânica Pediátrica

– Definições e início
– Complacência
– Resistência
– Constante de Tempo
– Indicações de Início
– Falência respiratória hipoxêmica (baixa oxigenação) ou
hipercápnica (retenção de CO2).
– Fadiga excessiva da musculatura respiratória.
– Proteção de via aérea em pacientes com rebaixamento do
nível de consciência (Glasgow < 8).

1. Modos Ventilatórios e Parâmetros Iniciais

a) Parâmetro Descrição Técnica Valor Sugerido (Inicial)
Volume Corrente (Vt)

PEE:P Pressão ao final da expiração
Freq. Resp. (f)
Tempo Insp. (Ti)
FiO2

b) Modos Principais
PCV (Pressão Controlada
VCV (Volume Controlado
PSV (Pressão de Suporte

2. Estratégias por Patologia (O Diferencial Técnico)

a) Doenças Obstrutivas (Asma e Bronquiolite)
Risco: Auto-PEEP (aprisionamento de ar).
Estratégia: Tempo expiratório prolongado e
frequências respiratórias menores.

b) Doenças Restritivas (Pneumonia e SARA)
Risco: Barotrauma (lesão por pressão).
Estratégia: Volumes correntes baixos (6 mL/kg) e
PEEP mais elevada para recrutamento alveolar.

3. Monitorização e Resolução de Problemas (DOPE)

D (Deslocamento): O tubo saiu ou foi para o brônquio
direito?
O (Obstrução): Rolha de secreção ou dobra no tubo?
P (Pneumotórax): Houve ruptura alveolar por pressão?\E
E (Equipamento): O ventilador falhou ou acabou o oxigênio?

4. Atuação Prática e Cenários de Simulação

  • Configurar o ventilador do zero para um caso de bronquiolite
    grave.
  • Interpretar alarmes e ajustar parâmetros para corrigir uma
    acidose respiratória.
  • Manejar a dessaturação súbita em um paciente ventilado aplicação do DOPE).
 

ATUAÇÃO PRÁTICA

A Atuação Prática: “O Paciente Entubou, e Agora?”

A atuação do aluno no VENTILAPED é 100% ativa. O foco não é a fisiopatologia complexa, mas a operação segura do equipamento. O aluno aprende a tirar o ventilador da inércia e transformá-lo em um suporte de vida eficaz em minutos.
A jornada prática começa com a montagem e o teste do circuito. O aluno aprende a “conversar” com a máquina: ligar, realizar os testes de segurança, escolher o modo ventilatório (Pressão ou Volume) e inserir os primeiros parâmetros baseados no peso ideal da criança. “Nosso aluno sai do curso sabendo exatamente quais botões apertar para garantir que
a criança respire com segurança até chegar à UTI”.

Os Cenários de Atuação (A Emergência Real)

Os cenários são focados nas patologias que mais matam ou
complicam no pronto-socorro. Utilizamos simuladores que permitem ao aluno ver, em tempo real, o impacto de cada ajuste no monitor.

– Exemplos:
1) Cenário de Estabilização Pós-Intubação:

O Desafio: O tubo acabou de ser passado. O paciente está
instável.

A Ação: O aluno deve montar o ventilador, definir a PEEP, o
Volume/Pressão e a Frequência iniciais. É o treinamento do
“primeiro minuto” ventilatório.

2) Cenário de Doença Obstrutiva (Asma Grave/Bronquiolite):

O Desafio: O ventilador começa a apitar “Pressão Alta” e o paciente está retendo ar (Auto-PEEP). 

A Ação: O aluno aprende a ajustar o tempo expiratório e a frequência para permitir que o ar saia, evitando que o pulmão sofra uma lesão por excesso de pressão.

3) Cenário de Doença Restritiva (Pneumonia/SARA):

O Desafio: O pulmão está “rígido” e a oxigenação não sobe.

A Ação: Treinamento de Ventilação Protetora. O aluno aprende
a recrutar o pulmão com PEEP adequada sem causar
barotrauma.

O Debriefing: Reflexão para a Excelência

O Debriefing no VENTILAPED é o momento em que o “clique” do aprendizado acontece. Após cada cenário, o instrutor utiliza uma abordagem baseada em evidências para analisar a performance.

– Análise de Curvas: O instrutor mostra no monitor o que
aconteceu com o pulmão do manequim quando o aluno
mudou um parâmetro.

– Segurança Psicológica: O erro cometido no cenário é
transformado em uma lição valiosa. O aluno entende o
“porquê” de cada ajuste.

– Foco na Decisão: Discutimos a velocidade de resposta e a
precisão na escolha dos parâmetros. O comercial pode
reforçar: “O debriefing garante que o aluno não apenas
decore valores, mas entenda a lógica da ventilação”.

Materiais e Tecnologias Utilizadas

Manequins de Alta Fidelidade: Equipados com sensores que simulam resposta fisiológica, permitindo a prática de técnicas avançadas de intubação.
Capnografia e Monitores Multiparamétricos: Para análise técnica de cada compressão.
Kits de SRI: Drogas simuladas (etomidato, cetamina, rocurônio). Kit se via aérea dificil
Dispositivos Supraglóticos: Máscaras laríngeas de diversos tamanhos.

 

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